A Suprema Corte dos EUA suspendeu a ordem de uma instância inferior que determinava a paralisação temporária das obras de ampliação do salão de festas na Casa Branca, permitindo que a construção continue por enquanto.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, declarou ter decidido conceder uma suspensão administrativa (Administrative Stay) à ordem de paralisação das obras do salão de festas da Casa Branca para garantir tempo hábil para analisar o recurso de emergência apresentado pelo governo Trump. Com isso, o prazo de paralisação estipulado pelo tribunal de apelações foi temporariamente suspenso.

Anteriormente, o tribunal de apelações havia determinado a paralisação das obras por considerar provável que o projeto de construção do grande salão de festas necessitasse da aprovação do Congresso. A suspensão administrativa concedida pela Suprema Corte costuma vigorar por alguns dias, período durante o qual o tribunal tomará uma decisão cautelar definitiva sobre a interrupção ou não das obras.

O presidente Trump manifestou seu agradecimento pela decisão por meio da Truth Social, afirmando que "o complexo militar e salão de festas em construção na Casa Branca é essencial para a segurança nacional".

O governo vinha sustentando que as obras do salão de festas estão vinculadas à construção de um abrigo militar/de emergência de cinco andares no subsolo, diretamente relacionado à segurança pessoal do presidente, de autoridades de alto escalão e à segurança nacional. No projeto, estimado em 600 milhões de dólares, o salão de festas atuará como um escudo de proteção para as instalações subterrâneas, contando com pilares resistentes a mísseis e telhado com blindagem contra drones.

Por outro lado, o Fundo Nacional de Preservação Histórica (National Trust for Historic Preservation) moveu uma ação para barrar as obras, alegando que o projeto danifica o valor histórico e a paisagem da Casa Branca, além de configurar abuso de poder por parte do presidente.

A previsão é de que a Suprema Corte decida em breve, após deliberações adicionais, se aceitará em definitivo o pedido de suspensão de emergência apresentado pelo governo.